Ultrassonografia Endoanal

A ultrassonografia é um exame realizado por ondas acústicas que geram imagens ao refletir ou passar pelos tecidos, reproduzindo com detalhes a estrutura física do local.

Na coloproctologia, o exame de ultrassonografia é realizado no canal anal e no reto utilizando-se um transdutor rotatório que nos permite visualizar toda a estrutura que o forma e sua parte periférica, gerando imagens radiais de toda sua circunferência.

No canal anal é possível visualizar a camada submucosa, a camada superficial do canal anal e depois, identificar por parte a musculatura. Essa musculatura é composta pelo esfíncter interno do anus, de movimento involuntário e responsável por manter o ânus fechado, além dos músculos esfíncter externo do ânus e puborretal, ambos de movimento voluntário. O exame fornece informações visuais da situação dessas estruturas, detectando a existência ou não de lesões.

Segundo o Dr. Fábio Alves Soares - médico coloproctologista e cirurgião geral da Clínica do Aparelho Digestivo - a ultrassonografia no canal anal identifica tumores e permite avaliar as estruturas comprometidas e o seu estágio de desenvolvimento, se é inicial ou avançado, possibilitando definir a melhor forma de tratamento.

Outras indicações comuns são o abscesso anal, com ou sem fístula anal, em que se pode identificar todos os elementos do complexo fistuloso, ou seja: o trajeto fistuloso (e suas relações com as estruturas musculares do canal anal), seu orifício interno (que muitas vezes não pode ser reconhecido ao exame físico), extensões ou trajetos secundários (que, se não identificados e não abordados no momento da cirurgia, podem determinar recorrência dos sintomas e tornar necessária nova cirurgia) e lojas ou coleções (abscessos) associadas.

Segundo o Dr. Fábio, os abscessos ocorrem na maior parte das vezes por infecção das criptas anais ou criptites anais, estruturas que se assemelham a pequenas bolsa e se encontram no meio do canal anal. Têm início abrupto e caracterizam-se por dor anal intensa e contínua, às vezes associada a febre e nódulo anal que tende a aumentar de volume, evoluindo então com drenagem espontânea de pus ou necessitando de cirurgia para esta drenagem. Podem ser detectados mesmo em suas fases iniciais ou quando profundos (e de difícil detecção ao exame físico) pela ultrassonografia endoanal combinada ou não com a ultrassonografia endorretal.

As fístulas são decorrentes dos abscessos no canal anal ou em seus arredores em até 90% dos casos. Estes abscessos, após sua drenagem espontânea ou cirúrgica, tendem a evoluir como fístulas em até 35% dos casos, percebida pelo paciente como um pequeno orifício ou nódulo ao redor do ânus, de onde sai contínua ou intermitentemente secreção amarelada ou de cor achocolatada (pus com ou sem sangue) ou mesmo sangue. Pode haver dor ou prurido (coceira), além de mau-cheiro. O tratamento é sempre cirúrgico nesses casos, e o exame é fundamental para orientar o procedimento e a escolha da técnica mais adequada, evitando lesões indesejadas à musculatura anal e conseqüente incontinência fecal.

Outra situação em que o exame é fundamental é na incontinência fecal, principalmente em mulheres que tiveram partos normais ou pessoas que passaram por situações onde é possível encontrar lesões na musculatura anal (como cirurgias ou lesões traumáticas do ânus), proporcionando diagnóstico preciso e possibilitando a escolha do melhor tratamento para cada caso. Segundo o Dr. Fábio, em alguns casos a ultrassonografia pode ser complementada pela eletromanometria anorretal, que fornece informações específicas sobre o funcionamento do órgão. As informações de ambos os exames são interpretadas em conjunto, diagnóstico mais preciso e o planejamento do tratamento mais adequado para cada caso.

Como enfatiza o Dr. Fábio, o exame é indolor na maior parte das vezes e o incômodo por ele causado assemelha-se ao do toque retal realizado durante o exame físico.

O exame é rápido, durando cerca de 10 minutos e o laudo é liberado em seguida. O paciente em geral não recebe sedação e não precisa de qualquer preparo ou jejum, podendo retornar em seguida às suas atividades habituais.

Informações Importantes:

  • O exame é realizado entre 5 e 10 minutos
  • O paciente não precisa ficar em jejum.
  • No exame do canal anal não é necessário nenhum tipo de preparo.
  • Em geral, não é feito nenhum tipo de sedação. O desconforto ao exame é semelhante ao do toque retal e o exame é normalmente muito bem tolerado.
  • O laudo é liberado no mesmo dia e o paciente retoma suas atividades em seguida.

 

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