Videorretossigmoidoscopia
Flexível
É
um exame que possibilita a visualização da parte interna
da região do reto e do cólon sigmóide, regiões do final
do intestino grosso.
O
exame é realizado com um aparelho tubular flexível, maleável
e com uma câmera de vídeo em sua extremidade, permitindo
ao médico, através de uma tela, analisar o aspecto da mucosa
do intestino e dos vasos sangíneos da submucosa (camadas
mais internas do intestino), identificando possíveis lesões,
como pólipos, lesões vasculares, divertículos e tumores.
Com
o exame também é possível realizar biópsias e fazer procedimentos,
como cauterização de lesões vasculares e polipectomias,
ou seja, retirada de pólipos.
Além
disso, caracteriza-se por ser um exame de rotina pra a prevenção
do câncer de cólon, reto e intestino grosso, além de sangramentos
na região do ânus, chamado de hematoquezia ou hemorragia
digestiva baixa.
Segundo
o Dr. Fábio Alves Soares - médico coloproctologista e cirurgião
geral da Clínica do Aparelho Digestivo - o exame é mais
indicado em pacientes com menos de 50 anos com quadros de
hemorragia digestiva baixa, que não tenham história familiar
de câncer de intestino, emagrecimento e mudança recente
na maneira de funcionamento do intestino (hábito ou ritmo
intestinal), sendo que a grande importância do exame é investigar
a origem de sangramentos, possibilitando diferenciar aqueles
oriundos de doenças do ânus (orificiais), como hemorróidas
e fissuras, daqueles oriundos nas porções finais do intestino
grosso, que podem ser decorrentes de pólipos, lesões vasculares,
divertículos ou tumores.
Eventualmente,
complementa-se a avaliação com o exame de videocolonoscopia,
como nos casos em que são detectados pólipos durante a retossigmoidoscopia
flexível, que podem também estar presentes em outras porções
do intestino grosso.
Apesar
de ser um exame menos completo que a videocolonoscopia,
é suficiente em muitos casos, apresentando como vantagens
o fato de ser mais rápido, necessitar de preparo intestinal
mais simples e não necessitar de sedação, possibilitando
ao paciente o retorno imediato às atividades habituais.
Sempre
que houver história familiar de câncer de intestino, emagrecimento
e mudança recente na maneira de funcionamento do intestino
(hábito ou ritmo intestinal), em pacientes com mais de 50
anos ou naqueles que já tiveram retirados pólipos intestinais
em exames anteriores, opta-se pela videocolonoscopia.
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